Em live, ministro cita o uso das outorgas das renovações antecipadas para viabilizar obras nas ferrovias Norte-Sul, Fico e Fiol


Durante live do Valor, ministro Tarcísio Freitas mostrou o que sua pasta vem fazendo para atrair cada vez mais investimentos.

 

Em live promovida pelo Valor Econômico na manhã desta terça-feira (23), o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, deu uma panorama geral sobre os projetos de concessão que estão em execução no país e que poderão trazer investimentos na ordem de R$ 250 bilhões. Tarcísio também explicou as medidas que o Ministério da Infraestrutura (MInfra) vem tomando para manter o interesse dos investidores durante a pandemia.

Na entrevista, foi perguntado ao ministro como manter o Brasil competitivo em relação aos demais países. Tarcísio respondeu que a confiança se baseia em três pilares: portfólio de projetos amplo, ativos sofisticados e crédito. “Nossa carteira de projetos é muito atrativa, pois possui empreendimentos estratégicos em todo o território nacional, com ativos de qualidade que se correlacionam em diferentes modais. E tudo isso aliado ao crédito oferecido pelo BNDES, que mudou sua visão de negócios tomando mais riscos no início de execução dos projetos”, declarou.

Em tempos de redução da produtividade por conta da Covid-19, o MInfra também vem estudando o reequilíbrio econômico-financeiro de alguns contratos. Como no setor da aviação, o mais afetado pela pandemia. “Aprovamos medidas imediatas como a utilização de terminais públicos para estacionamento de aeronaves, sem custo, além de estender o prazo de pagamento das outorgas devidas para o fim do ano, dando uma margem de recuperação para as empresas”, disse Tarcísio. O mesmo vem sendo acompanhado em outros modais, como nas rodovias, onde foi criado um painel de monitoramento semanal para mensurar os impactos no setor.

Além disso, o ministério vem adotando medidas financeiras criativas como o reinvestimento das outorgas em outros empreendimentos. “Estamos em perspectiva de renovar o contrato de concessão das ferrovias da Vale, cujas outorgas livres irão ajudar no financiamento de outras obras, como a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol 1) e Transnordestina. É uma medida que vai ao encontro dos interesses públicos, trazendo oferta no mercado ferroviário”, declarou o ministro.

Assista à live na íntegra:

 

Senado aprova PEC que adia as eleições de 2020


O Senado acaba de aprovar em segundo turno, em sessão remota, proposta de emenda à Constituição (PEC nº 18/2020) que adia as eleições municipais de outubro para novembro (dias 15 e 29).

O adiamento das eleições municipais de 2020 é em decorrência da pandemia do novo coronavírus.

Oficialmente, as eleições estão previstas para 4 e 25 de outubro.

Se as condições sanitárias, por causa do coronavírus, não permitirem realizar as eleições nesses dias (15 e 29/11), o TSE poderá alterar as datas até o dia 27 de dezembro.

Proposta vai à Câmara dos Deputados.



Bahia: Recém-nascidas gêmeas morrem após serem atacadas por cachorro da família


Caso aconteceu na tarde desta terça-feira (23), na cidade de Piripá.

Duas irmãs gêmeas recém-nascidas morreram na tarde desta terça-feira (23), após serem atacadas pelo cachorro da família, na cidade de Piripá, no sudoeste da Bahia. A mãe das vítimas teria chegado a ouvir o barulho, correu para socorrer as filhas e conseguiu retirar o cachorro, que não teve a raça informada.

Anne e Analú, que tinham 26 dias de nascidas, chegaram a ser socorridas por uma amiga da família que é técnica de enfermagem e prestou os primeiros socorros. Em seguida, elas foram levadas para o Hospital Municipal Maria Pedreira Barbosa, em Piripá.




Segundo o médico plantonista da unidade médica, uma das crianças chegou sem vida no hospital e a outra em estado grave. De acordo com o profissional, que foi o responsável pelo pré-natal das meninas, todos os procedimentos médicos possíveis no momento foram feitos, mas a outra criança também não resistiu.

O médico ressaltou que a mãe das gêmeas sempre demonstrou cuidado com as filhas durante a gravidez e após o nascimento das meninas. O enterro de Anne e Analú aconteceu no final da tarde desta terça, no cemitério da Saudade Dois, em Piripá.

Em nota divulgada nas redes sociais, a prefeitura de Piripá manifestou o mais profundo pesar pelo falecimento das bebês.

Com Informações do G1/Bahia.

Bahia registra 1.998 novos casos de Covid-19 nas últimas 24 horas


Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 1.998 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +4,2%), 50 óbitos (+3,5%) e 1.950 curados (+8,4%). Dos 49.084 casos confirmados desde o início da pandemia, 25.255 já são considerados curados, 22.338 encontram-se ativos e 1.491 tiveram óbito confirmado.

As confirmações ocorreram em 362 municípios do estado, com maior proporção em Salvador (50,57%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram (1.262,18), Itajuípe (1.088,28), Uruçuca (1.081,92), Gandu (1.058,54) e São José da Vitória (1.007,60).

O boletim epidemiológico contabiliza 49.084 casos confirmados, 101.758 casos descartados e 105.784 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17h desta terça-feira (23).

Na Bahia, 6.554 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19.

Para acessar o boletim completo clique aqui.

Taxa de ocupação

Na Bahia, dos 2.185 leitos disponíveis do Sistema Único de Saúde (SUS) exclusivos para coronavírus, 1.351 possuem pacientes internados, o que representa uma taxa de ocupação de 62% No que se refere aos leitos de UTI adulto e pediátrico, dos 898 leitos exclusivos para o coronavírus, 670 possuem pacientes internados, compreendendo uma taxa de ocupação de 75%.

O número de leitos é flutuante, representando o quantitativo exato de vagas disponíveis no dia. Intercorrências com equipamentos, rede de gases ou equipes incompletas, por exemplo, inviabilizam a disponibilidade do leito. Ressalte-se que novos leitos são abertos progressivamente mediante o aumento da demanda.

Óbitos

A Sesab contabiliza 1.491 mortes pelo novo coronavírus.

1442º óbito – homem, 57 anos, residente em Barreiras, portador de hipertensão arterial, foi internado dia 07/06 e veio a óbito dia 20/06, em unidade da rede pública, em Barreiras;

14343º óbito – mulher, 40 anos, residente em Salvador, portadora de hipertensão arterial e obesidade, foi internada dia 26/05 e veio a óbito dia 13/06, em unidade da rede pública, em Salvador;

1444º óbito – mulher, 80 anos, residente em Salvador, portadora de hipertensão arterial e doença cardiovascular, foi internada dia 06/06 e veio a óbito dia 20/06, em unidade da rede privada, em Salvador;

1445º óbito – homem, 62 anos, residente em Lauro de Freitas, portador de hipertensão arterial e diabetes, foi internado dia 29/05 e veio a óbito dia 30/05, em unidade da rede pública, em Lauro de Freitas;

1446º óbito – homem, 70 anos, residente em Salvador, portador de diabetes, foi internado dia 12/06 e veio a óbito dia 20/06, em unidade da rede privada, em Salvador;

1447º óbito – homem, 67 anos, residente em Teixeira de Freitas, sem informação de comorbidades, foi internado dia 13/06 e veio a óbito dia 15/06, em unidade da rede pública, em Teixeira de Freitas;

1448º óbito – homem, 54 anos, residente em Poções, portador de hipertensão arterial, foi internado dia 04/06 e veio a óbito dia 21/06, em unidade da rede pública, em Vitória da Conquista;

1449º óbito – homem, 72 anos, sem informação de comorbidades, veio a óbito dia 01/06, em domicílio;

1450º óbito – mulher, 39 anos, residente em Salvador, portadora de diabetes e obesidade, foi internada dia 11/06 e veio a óbito dia 13/06, em unidade da rede pública, em Salvador;

1451º óbito – homem, 59 anos, residente em Salvador, portador de hipertensão arterial e diabetes, foi internado dia 05/06 e veio a óbito dia 12/06, em unidade da rede pública, em Salvador;

1452º óbito – homem, 78 anos, residente em Salvador, portador de diabetes, foi internado dia 22/05 e veio a óbito dia 07/06, em unidade da rede privada, em Salvador;

1453º óbito – homem, 78 anos, residente em Salvador, portador de hipertensão arterial e doença hepática, data de admissão não informada, veio a óbito dia 12/06, em unidade da rede pública, em Salvador;

1454º óbito – homem, 79 anos, residente em Itaberaba, portador de hipertensão arterial e doença cardiovascular, foi internado dia 10/06 e veio a óbito dia 21/06, em unidade da rede pública, em Salvador;

1455º óbito – homem, 87 anos, residente em Salvador, portador de doença respiratória crônica, foi internado dia 28/05 e veio a óbito dia 06/06, em unidade da rede privada, em Salvador;

1456º óbito – mulher, 63 anos, residente em Barreiras, portadora de hipertensão arterial, foi internada dia 11/06 e veio a óbito dia 13/06, em unidade da rede pública, em Barreiras;

1457º óbito – homem, 54 anos, residente em Ipiaú, portador de hipertensão arterial e diabetes, foi internado dia 23/05 e veio a óbito dia 20/06, em unidade da rede pública, em Vitória da Conquista;

1458º óbito – homem, 21 anos, residente em Simões Filho, sem comorbidades, foi internado dia 11/06 e veio a óbito na mesma data (11/06), em unidade da rede pública, em Salvador;

1459º óbito – mulher, 93 anos, residente em Salvador, portadora de doença cardiovascular e obesidade, foi internada dia 03/06 e veio a óbito dia 12/06, em unidade da rede privada, em Salvador;

1460º óbito – homem, 15 anos, residente em Salvador, sem comorbidades, foi internado dia 20/06 e veio a óbito dia 21/06, em unidade da rede privada, em Salvador;

1461º óbito – mulher, 61 anos, residente em Salvador, portadora de doença cardiovascular e neoplasias, foi internada dia 17/06 e veio a óbito dia 21/06, em unidade da rede pública, em Salvador;

1462º óbito – mulher, 84 anos, residente em Ilhéus, sem informação de comorbidades, foi internada dia 10/06 e veio a óbito dia 18/06, em unidade da rede pública, em Ilhéus;

1463º óbito – homem, 29 anos, residente em Salvador, portador de neoplasias e doença do sistema nervoso, foi internado dia 21/05 e veio a óbito dia 10/06, em unidade da rede filantrópica, em Salvador;

1464º óbito – homem, 69 anos, residente em Itabuna, portador de doença cardiovascular, data de admissão não informada, veio a óbito dia 19/06, em unidade da rede pública, em Salvador;

1465º óbito – homem, 58 anos, residente em Salvador, portador de hipertensão arterial, foi internado dia 27/05 e veio a óbito dia 10/06, em unidade da rede pública, em Salvador;

1466º óbito – homem, 86 anos, residente em Itanagra, portador de neoplasias, foi internado dia 03/06 e veio a óbito na mesma data (03/06), em unidade da rede pública, em Alagoinhas;

1467º óbito – mulher, 53 anos, residente em Salvador, portadora de hipertensão arterial, diabetes, doença cardiovascular e doença renal crônica, foi internada dia 24/04 e veio a óbito dia 19/06, em unidade da rede pública, em Salvador;

1468º óbito – homem, 72 anos, residente em Salvador, portador de neoplasias, foi internado dia 21/05 e veio a óbito dia 23/05, em unidade da rede filantrópica, em Salvador;

1469º óbito – homem, 75 anos, residente em Alagoinhas, portador de doença respiratória crônica, data de admissão não informada, veio a óbito dia 16/06, em unidade da rede pública, em Alagoinhas;

1470º óbito – mulher, 73 anos, residente em Salvador, portadora de hipertensão arterial e diabetes, foi internada dia 12/06 e veio a óbito dia 16/06, em unidade da rede pública, em Salvador;

1471º óbito – homem, 73 anos, residente em Salvador, portador de hipertensão arterial e diabetes, foi internado dia 12/06 e veio a óbito dia 14/06, em unidade da rede pública, em Salvador;

1472º óbito – mulher, 62 anos, residente em Salvador, portadora de hipertensão arterial e obesidade, foi internada dia 03/06 e veio a óbito dia 16/06, em unidade da rede pública, em Salvador;

1473º óbito – homem, 69 anos, residente em Salvador, portador de doença respiratória crônica, foi internado dia 07/06 e veio a óbito dia 13/06, em unidade da rede pública, em Salvador;

1474º óbito – homem, 63 anos, residente em Salvador, portador de hipertensão arterial. Internado dia 07/06, veio a óbito dia 13/06, em hospital da rede pública, em Salvador;

1475º óbito – homem, 63 anos, residente em Salvador, portador de doença cardiovascular. Internado dia 09/06, veio a óbito dia 14/06, em hospital da rede pública, em Salvador;

1476º óbito – homem, 68 anos, residente em Salvador, sem informações acerca de comorbidades. Internado dia 10/06, veio a óbito dia 13/06, em hospital da rede pública, em Salvador;

1477º óbito – homem, 67 anos, residente em Salvador, portador de hipertensão arterial e diabetes mellitus. Internado dia 28/05, veio a óbito dia 15/06, em hospital da rede pública, em Salvador;

1478º óbito – homem, 86 anos, residente em Salvador, portador de hipertensão arterial, diabetes mellitus e doença cardiovascular. Internado dia 12/06, veio a óbito dia 20/06, em hospital da rede pública, em Salvador;

1479º óbito – homem, 85 anos, residente Salvador, portador de hipertensão arterial. Internado dia 18/06, veio a óbito no mesmo dia (18/06), em hospital da rede pública, em Salvador;

1480º óbito – mulher, 60 anos, residente em Salvador, portadora de hipertensão arterial e obesidade. Internada dia 31/05, veio a óbito dia 15/06, em hospital da rede pública, em Salvador;

1481º óbito – homem, 78 anos, residente em Salvador, sem informação acerca de comorbidades. Internado dia 10/06, veio a óbito dia 17/06, em hospital da rede pública, em Salvador;

1482º óbito – homem, 77 anos, residente em Salvador, sem comorbidades. Internado dia 21/05, veio a óbito dia 14/06, em hospital da rede pública, em Salvador;

1483º óbito – homem, 38 anos, residente em Salvador, sem informação acerca de comorbidades. Internado dia 06/06, veio a óbito dia 16/06, em hospital da rede pública, em Salvador;

1484º óbito – homem, 76 anos, residente em Salvador, portador de hipertensão arterial e diabetes mellitus. Internado dia 30/05, veio a óbito dia 19/06, em hospital filantrópico, em Salvador;

1485º óbito – homem, 70 anos, residente em Valença, sem informação acerca de comorbidades. Também sem informação sobre o dia de internação, veio a óbito dia 17/06, em hospital da rede filantrópica, em Valença;

1486º óbito – mulher, 72 anos, residente em Valença, sem informação acerca de comorbidades. Também sem informações sobre a data da internação, veio a óbito dia 11/06, em hospital filantrópico, em Valença;

1487º óbito – homem, 78 anos, residente em Valença, portador de hipertensão arterial. Sem informações acerca da data de internação, veio a óbito dia 06/06, em hospital filantrópico, em Valença;

1488º óbito – mulher, 46 anos, residente em Salvador, portadora de hipertensão arterial, diabetes mellitus e doença respiratória crônica. Internada dia 14/05, veio a óbito dia 31/05, em hospital público federal, em Salvador;

1489º óbito – homem, 47 anos, residente em Valença, portador de hipertensão arterial e diabetes mellitus. Sem informações acerca da data de internação, veio a óbito dia 17/06, em hospital filantrópico, em Valença;

1490º óbito – homem, 25 anos, residente em Salvador, portador de neoplasias e imunodeficiência. Internado dia 25/05, veio a óbito dia 28/05, em hospital público, em Salvador;

1491º óbito – homem, 81 anos, residente Valença, portador de diabetes mellitus e hipertensão arterial. Sem informações acerca da data de internação, veio a óbito dia 17/06, em hospital filantrópico, em Valença.



Governo não suportará mais 2 parcelas de R$ 600, diz Bolsonaro


 

O presidente Jair Bolsonaro fala à imprensa no Palácio da Alvorada. Foto Marcello Casal Jr./ Agência Brasil.

 

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira (22) que o governo não suportará pagar mais duas parcelas do auxílio emergencial no valor de R$ 600, além das três já programadas.

“O Paulo Guedes decidiu pagar a quarta e a quinta, mas falta acertar o valor. A União não aguenta outro com esse mesmo montante”, disse Bolsonaro ao canal Agro+, da Band TV.

Segundo ele, um valor do auxílio mais baixo será negociado no Congresso, já que o que está em vigor custa R$ 50 bilhões por mês ao governo. “Queremos atender o povo, mas com muita responsabilidade”, afirmou.

A maneira mais rápida de diminuir a dependência do auxílio para a população é reabrir o comércio nas cidades, afirmou Bolsonaro.

O presidente avalia as medidas de isolamento social tomadas por estados e municípios para conter a disseminação do novo coronavírus como “um exagero” e acredita que não vai ser fácil para a economia pegar no tranco, já que embora o campo não tenha parado, as cidades e muitos estados fecharam o comércio.

“Não podemos deixar que o efeito colateral do tratamento da pandemia seja mais danoso do que a própria pandemia. Vida e emprego, uma coisa está completamente atrelada à outra”, disse Bolsonaro.

Itabuna tem mais casos curados do que ativos


O boletim epidemiológico divulgado nesta segunda-feira, dia 22, revela que pela primeira vez Itabuna possui mais pacientes curados do que casos ativos do novo coronavírus.Do total de 1879 casos confirmados, 933 estão curados e 883 permanecem ativos.

A secretaria municipal de saúde vem realizando ações de prevenção e orientação, além de ampliar significativamente o número de testes, o que permite o isolamento e monitoramento dos casos confirmados, reduzindo o risco de contagio por parte dos pacientes assintomáticos.

Covid-19: Brasil chega a 1,1 milhão de casos e 51,2 mil mortes


O Brasil teve 654 novas mortes por covid-19 registradas nas últimas 24 horas, de acordo com atualização do Ministério da Saúde divulgada hoje (22). Com esse acréscimo às estatísticas, o país chegou a 51.217 óbitos em função da pandemia do novo coronavírus.

A atualização diária traz um aumento de 1,1% no número de óbitos em relação a ontem (21), quando o total estava em 50.617.

O balanço também teve 21.432 novos casos registrados, totalizando 1.106.470. O acréscimo de pessoas infectadas marcou uma variação de 1,9% sobre o número de ontem, quando os dados do ministério registravam 1,085 milhão de pessoas infectadas.

Do total, 483.550 pacientes estão em observação, 571.649 foram recuperados e 3.912 mortes estão em investigação.

A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 4,6%. A mortalidade (falecimentos por 100.000 habitantes) foi de 24,4. Já incidência (casos confirmados por 100.000 habitantes) ficou em 526,5.

Os estados com maior número de óbitos são São Paulo (12.634), Rio de Janeiro (8.933), Ceará (5.604), Pará (4.605) e Pernambuco (4.252). Também apresentam altos índices de vítimas da pandemia os estados do Amazonas (2.671), Maranhão (1.760), Bahia (1.441), Espírito Santo (1.362), Alagoas (903) e Paraíba (784).

Os estados com mais casos confirmados da doença são São Paulo (221.973), Rio de Janeiro (97.572), Ceará (94.158), Pará (86.020) e Maranhão (70.689).

Prefeito de Ilhéus confirma positivo para Covid-19


Prefeito Mário Alexandre durante visita a Nova Ponte de Ilhéus. Foto arquivo Secom PMI.

 

Na manhã desta segunda-feira (22), saiu o resultado do teste para a detecção do coronavírus realizado no prefeito de Ilhéus, após a apresentação de sintomas leves, e que confirmou positivo para a infecção da Covid-19. O gestor Mário Alexandre, que também é médico, já está em quarentena e despachando de sua residência.

Por meio das redes sociais, o prefeito Mário Alexandre confirmou o teste positivo para Covid-19.

Confira o vídeo:

Segurança Pública na Bahia durante o período de pandemia do novo coronavírus


Por Diego Messias.

A Segurança Pública consiste na possibilidade das pessoas usufruírem seus direitos e cumprirem suas obrigações pacificamente. Para que a segurança pública esteja instituída em sua plenitude faz-se necessário a presença de um sistema de instituições com objetivo de prevenir e reprimir a criminalidade, por vezes violenta, recorrendo não só a operações policiais, mas também, envolvendo outras áreas, tais como: justiça, saúde, educação e desenvolvimento social.

Nota-se, então, que se trata de um sistema interdisciplinar, que envolve quase todos os outros setores do Estado, sendo de suma importância que estejam funcionando razoavelmente bem, pois, caso contrário, contribuem para o colapso na paz social. É possível observar, por exemplo, que uma elevada taxa de desemprego pode desencadear o aumento significativo nas ocorrências de furto e roubo.

A pandemia do novo coronavírus e a necessidade de isolamento social colocaram mais luz no que já era notório: as nossas enormes fragilidades da saúde pública, do emprego e renda, do apoio a micro, pequeno e médio empreendedor, entre outros. Desnudou-se, também, a vulnerabilidade do nosso já caótico sistema de Segurança Pública. Ora, se a paz social depende de diversas áreas e elas são deficitárias, com certeza, irão gerar problemas de segurança para as pessoas, sem contar os próprios equívocos da pasta.

Em relação à violência, neste período suis generis que passamos, segundo o Monitor da Violência, houve no país 4.146 mortes violentas em março deste ano, no mesmo mês no ano passado, foram 3.729 no Brasil. Só a Bahia teve 525 mortes em março de 2020. Em 2019, levando em consideração o mês de março, foram 443 casos. Se observarmos o índice por 100 mil habitantes, o estado baiano teve uma taxa de 3,53, quase o dobro em relação a taxa nacional que é de 1,97.

Além dos problemas estruturantes nas outras pastas, pode-se atribuir este aumento da criminalidade neste momento na Bahia às atividades ligadas ao tráfico de drogas, a soltura de detentos do sistema judiciário, a infraestrutura deficitária das polícias, em especial, a Polícia Civil, incluindo Polícia Técnica, falta de qualificação contínua dos policiais, distinção clara de atribuições entre as polícias que compõe o sistema, desvalorização financeira e promocional dos policiais de base (praças, investigadores, escrivães, peritos técnicos), escassez de EPI´s para os policiais que atuam na linha de frente.

Em se tratando de solução para a Segurança Pública, deve-se atacar todos os gargalos supramencionados. Ao invés de centrar a atenção apenas no combate direto ao tráfico, tem que rastrear o dinheiro que o financia; acompanhar através de tecnologia os detentos que foram soltos; melhorar infraestrutura das delegacias, das companhias, oferecendo materiais modernos para o sistema de investigação e enfrentamento a criminalidade; qualificação anual para todos os policiais, principalmente com novas técnicas e tecnologias para prevenção e enfrentamento à criminalidade; constituir atribuições claras entre os órgãos policiais; fornecer todos os EPI´s necessários, principalmente, neste momento de pandemia; valorizar o policial, extinguindo o abismo salarial entre o policial de nível hierárquico inicial e o policial gestor, permitindo que o profissional que ingresse nas carreiras de base, possa alcançar as carreiras de gestão do sistema policial; atendimento psicológico e psiquiátrico a todo policial envolvido em ocorrências que tiveram resultado lesões ou morte.

Com estas mudanças profundas, com gasto de energia, tempo e dinheiro, poderemos sentir melhoras nos índices e, consequentemente, na segurança pública de nosso Estado.

*Diego Messias – Vice-presidente adjunto do Sindpoc/BA, Presidente do PSB-Ilhéus, perito técnico de polícia civil, professor universitário, bacharel em direito e em ciências econômicas, especialista em processo e direito do trabalho e em gestão pública municipal.

Os Artigos são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.

Resistir, Aprender e Sobreviver em tempos de pandemia


Por Maurício Galvão.

A todo momento somos lembrados de que “estamos todos juntos nessa”, mas muitos também já sinalizaram (ou nos lembraram) que, na verdade, nunca estivemos realmente juntos, nem antes da pandemia, nem dentro dela, e é muito possível que sairemos dessa ainda menos juntos do que antes. Em termos de desigualdade, renda e sobre a estrutura econômica nacional, as perspectivas não são nada otimistas e sabemos apenas com o que temos frente aos olhos. Aqueles mais abastados enfrentam as “quarentenas” com mais conforto e sem sentir a ameaça da inadimplência, despejo ou fome, alguns, por contar com uma reserva, quando empresário/a consolidado, outros por se encontrarem em um trabalho seguro.

Nos países subdesenvolvidos como o nosso, a insegurança do desemprego, da informalidade e das vidas consumidas para ter o de comer, a ameaça de um contágio viral e sua doença parecem cada vez mais abstratos à medida que os problemas da sobrevivência se agravam. Mesmo que, a cada dia, mais pessoas morram à nossa volta, a dura realidade e do “não ter o que fazer” se agigantam e parecem sempre mais reais que a morte por falta de ar que a COVID-19 causa. É por essa mesma razão que os governos locais, a despeito de terem convicção do potencial devastador de vidas humanas que o descontrole do contágio causa, cedem às pressões da população que clama por suas vidas voltaram ao normal, mesmo que o normal esteja longe do aceitável. Não é à toa que os movimentos governamentais, em muitas cidades brasileiras, e também em Ilhéus, estão sendo guiados em parte pela OMS e em outra parte por pesquisas públicas de opinião. Nesse ponto, se o resultado de uma pesquisa apontar forte rejeição do gestor que demonstra algum rigor no controle da doença em sua cidade, a pressão parece insuportável. Tudo isso, na verdade, é brutalmente irracional.

Por outro lado, nenhuma avaliação de governo ou analistas econômicos poderia realmente prever a pandemia, embora os sinais dos destemperos ambientais no mundo todo sempre advirtam a emergência de um fenômeno do tipo. Mas o que importa agora são as direções que ela abre para nossa escolha. Mais do que a crise financeira colocada em curso em 2008/2009, a pandemia expôs as notórias inadequações da política econômica aplicada por todo lugar, e principalmente para os países menos avançados industrialmente/tecnologicamente. Destacou a extraordinária incerteza deste momento e quanto pesa a opção da manutenção de populações extremamente pobres pelas elites financeiras e Estados que as apoiam. A economia que conhecemos não pode fornecer uma solução digna para o que estamos passando.

Essa pandemia foi compreendida, desde o início, como um produto das formas que o capitalismo assume hoje no mundo, mas sem ser dotado de culpa, e o ódio acabou depositado sobre os outros (aqueles que identificamos como diferentes de nós). Assim como no filme Contágio (2011), onde o longa exibe ao seu final a cadeia que encontra o paciente zero (e esse é um trabalhador pobre oriental), é o frenético ritmo de consumo que provavelmente inicia a transmissão, através de formas de trabalho que invariavelmente avançam cada vez mais sobre a natureza, empurrados para o interior da vida silvestre por grandes empresas que já tomaram o seu lugar. As redes velozes de fluxos globais garantem que a transmissão seja praticamente impossível de parar. Ainda que a China tivesse feito um controle ainda mais rigoroso vinte dias antes do espalhamento, os vetores internacionais já teriam saído do seu território e o estrago, feito. O mais grave, em seguida, e que muitos se recusam a ver, é como as décadas de hipocrisias liberais, privatizações, arrochos e dissolução das instituições públicas co-responsáveis pela vida das pessoas, foram o verdadeiro desastre dessa pandemia. No Brasil, por exemplo, nos sobraram duas coisas, ambas indispensáveis: o SUS, sustentáculo do nosso resto de esperança, e o Auxílio Emergencial, uma resposta lamentável, preguiçosa, e que expõe milhões ao perigo das aglomerações, numa crise como essa.

É exatamente por isso que pensar uma nova economia que possa substituir a apodrecida que temos não pode ser um fantasma keynesiano, afinal, ela precisa resgatar também aqueles que foram jogados para fora do barco “comum” bem antes da pandemia. Os modos de organização alternativos, que já existiam antes desse momento, devem ser aproveitados como orientação para o futuro logo ali. As cidades devem resistir o quanto puderem, a despeito das irresponsabilidades de muitos. Os empreendimentos locais e regionais, ser apoiados por suas comunidades fazendo o melhor uso dos meios virtuais. Os profissionais de serviços essenciais valorizados por seus empregadores e respeitados por todos, não apenas da boca para fora. As escolas e famílias reinventarem seus laços para além de um EaD que não consegue alcançar a todos. E assim vamos seguindo, cuidando uns dos outros, tendo em mente que uma vacina está no horizonte de eventos. Quando esse dia chegar, devemos estar preparados para agir melhor sobre cada ponto da vida em sociedade que conhecemos.

*Maurício Galvão é engenheiro florestal, vice-presidente da Juventude Socialista Brasileira e pré-candidato à vereador em Ilhéus.

Os Artigos são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.