Ponte Nova (o encanto) x Ponte Velha (o desencanto) Ilhéus/Pontal


Artigo de José Rezende Mendonça.

Minha vó já dizia: “Nunca despreze a velha, por uma nova. Se um dia, a nova vier a falhar, a velha volta a servir”.

Este ditado popular, serve para nossa ponte Lomanto Júnior, que irá completar no dia 15 de agosto, 54 anos, que durante este período todo, só houve uma intervenção mais demorada, que teve início em 08/09/2008 e durou até 30 de novembro do mesmo ano. Ressalve-se que em 2008, antes mesmo do final da obra, publicamos uma matéria, onde sob nosso ângulo de leigo, que a intervenção fora realizada de forma errada. Que escrevemos assim: “por incrível que pareça, modificaram a estrutura do piso de rolamento, trocando o lastro de cimento para asfalto, deixando claro e comentamos muitas vezes sobre isso, pois o asfalto iria comprometer seriamente a sua estrutura e não deu outra”.

“Ora, fizeram um asfaltamento contínuo, juntando os vãos, que são separados para o “balanço” normal em termos de engenharia. Os defeitos estão cada vez mais à vista e precisam ser realizados de imediato. Outro erro cometido que, não era para acontecer nesta reforma/intervenção quando da reforma em 2008/2009, fora quanto o escoamento das águas pluviais”.

“Desde àquela época, comentamos no Facebook, que os drenos originais de escoamento com tubos de 40 mm, eram dos anos de 60 (1966), quando da sua inauguração. Estes drenos não recebiam águas pluviais em volume tão expressivo, devido um outro escoamento muito bem feito na cabeceira do lado norte. Este dreno, (bueiro) recebia as águas de chuvas oriundas das ladeiras do bairro da Conquista. Mas, de nada adiantou nossas observações, onde sugerimos as substituições por tubos de 100 mm no mínimo, e em diversos outros pontos espalhados na ponte”.

“E foram mais além, isolando (entupindo com brita e asfalto) em definitivo um grande dreno com grade de ferro, ali existente entre as duas calçadas. Resultado: toda vez que chove é aquele acúmulo de água e terra em toda sua extensão piorando cada vez mais a estrutura da ponte”. Pontal, 04/02/2009.

No final da reforma o Secretário de Obras da prefeitura, num determinado meio de comunicação da cidade simplesmente declarou: “a ponte tá igual a uma mulher de 45 anos que depois de umas plásticas fica uma garotinha de 15 anos…”

Como não somos especialista no assunto, tivemos que esperar os primeiros resultados desta intervenção na ponte, que não demorou muito. Tudo fora revelado ao passar de cada ano, onde lentamente as aberturas entre os vãos, voltaram ao mesmo estágio de 2009. Tudo pela insistência de vedar com asfalto, estas separações que tecnicamente existem para o balanço, na dilatação do cimento entre a temperatura fria e quente.

Nestas abertura/separação entre vãos, o que vemos por aí, são estes vãos separados por um tipo de borracha, para funcionar como “sanfona”. O mal disto tudo, é que ao longo do tempo, a vida útil desta ponte, que seria pra mais de 100 anos, deverá ter este tempo bastante reduzido, pois cada intervenção desta natureza, com asfalto nas juntas de dilatação, significa mais esforços do efeito sanfona, comprometendo mais precocemente a vida útil de uma obra tipo padrão dos anos 60 e 70.

Pois, hoje as obras deste tipo e com tecnologias modernas, estão despencado com menos de cinco anos. Exemplos vistos com várias obras nos últimos anos no Brasil. São edifícios, conjuntos habitacionais, viadutos, anéis rodoviários, passarelas, pista de ciclismo, aeroportos, etc.

Resolvemos hoje, fazer mais uma vistoria a nossa velha ponte, e não tivemos surpresa alguma, pois estavam lá e cada vez mais de forma acentuada, as falhas/aberturas pelo rompimento do asfalto de forma contínuo. (Ver fotos abaixo).

O que registramos na verdade neste texto, não foi mais um apelo, de uma intervenção nas juntas da ponte, pois como sabemos, a pandemia do Covid – 19, vai ser por um bom tempo, as desculpas para o abandono de todo patrimônio público, daqui pra frente.

Só nos resta, as lembranças da pomposa festa da reinauguração da Ponte Lomanto Junior, com uma iluminação cênica e com a presença do saudoso governador Lomanto Júnior. E como se quisesse protestar a tudo isso, sua iluminação cênica se apagou pra sempre, assim como se apagaram as mentes dos gestores públicos ultimamente. E como tudo se apaga nesta Terra de Gabriela, a ponte Lomanto Júnior, deverá ser chamada de a “PONTE VELHA”, para diferenciar da ponte Jorge Amado, que não vai vingar, e por isso, deverá ser chamada de “PONTE NOVA”, pela maioria da população.

É assim que funciona com a memória do passado.

AS FOTOS A SEGUIR SÃO DE 2009/2010 – DOIS ANOS DEPOIS DA GRANDE INTERVENÇÃO E ÚNICA NESTE 54 ANOS DA EXISTÊNCIA DA PONTE LOMANTO JÚNIOR. DANOS QUE JÁ 2007, DIZÍAMOS QUE IRIA OCORRER, E COMO LEIGO NÃO FUI OUVIDO. RESULTADO, UMA NOVA INTERVENÇÃO. MAS, SEGUIRAM O MESMO CRITÉRIO DE VEDAR AS JUNÇÕES DE CADA VÃO COM ASFALTO. E DE NOVO DOIS ANOS DEPOIS, JÁ ERA O MESMO ESTRAGO. E HOJE 19.05.2020, PUDE MAIS UMA VEZ PROVAR QUE, O DINHEIRO PÚBLICO É ASSIM QUE SE ESVAI PELO RALO.

CLIQUE AQUI PARA VER AS FOTOS.

Todas as fotos foram clicadas por José Rezende Mendonça e fazem parte do nosso acervo eletrônico.

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Quatro semanas para esmagar a curva


Artigo de Fábio Vilas-Boas.

A pandemia de COVID-19 é um evento dinâmico e de longo prazo que exigirá um desenvolvimento quase constante de estratégias proativas para solução de problemas.

A medicina moderna tem muito, mas muito pouco, a oferecer como tratamento específico. A necessidade de contratação de pessoal especializado, aquisição de equipamentos – principalmente ventiladores pulmonares – e a montagem de uma cadeia confiável de suprimentos, conspiram contra os esforços para estruturação de uma rede de atendimento adequada. Como vamos lidar com os milhares de pacientes que precisarão de cuidados?

Primeiro, precisamos trabalhar para garantir que as intervenções baseadas na população – incluindo ações de distanciamento social, quarentena e isolamento – sejam tomadas com rapidez e prudência. Segundo, podemos usar os fundamentos estabelecidos pela ciência para guiar estratégias de intervenção.

Sob a liderança do Governador Rui Costa, estabelecemos uma Central de Comando e Controle da Saúde. Utilizando princípios bem desenvolvidos de planejamento de ações para gerenciamento de crises, expandimos drasticamente o acesso aos testes diagnósticos por meio do fortalecimento do Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN). Ampliamos e descentralizamos a oferta de exames de biologia molecular (RT-PCR, padrão ouro) para garantir a classificação adequada de pacientes internados.

Paralelamente, elaboramos um plano para acrescentar mais de 1 mil novos leitos hospitalares, exclusivos para Covid-19. Para otimizar a eficiência do atendimento e das transferências via central de regulação, vinte e cinco Centrais Regionais de Triagem foram abertas em todo o estado.

A proteção dos profissionais de saúde também é essencial. Não enviaríamos soldados para a batalha sem coletes balísticos. Para tanto, estamos sendo estratégicos em nossos planos para o uso de EPIs e considerando alternativas extraordinárias, incluindo o emprego de máscaras de tecido, para uso generalizado da população. Montamos um programa de testagem universal para profissionais de saúde, oferecendo RT-PCR em coleta rápida, padrão “drive-through”, para identificar aqueles profissionais assintomáticos carreadores do vírus.

Nosso platô de crescimento só será atingido entre meados de junho e julho. Não é possível continuar crescendo a taxas diárias superiores a 8%. Precisamos inspirar e mobilizar o público para aderir às medidas preconizadas, imediatamente. Nesse esforço total, todos têm um papel a desempenhar e praticamente todos estão dispostos.

O objetivo não é achatar a curva; o objetivo é esmagar a curva. E com inteligência suficiente poderemos em breve começar a reativar a economia, sem colocar vidas adicionais em risco.

Fábio Vilas-Boas – Doutor em Ciências e Secretário Estadual da Saúde da Bahia.

Artigo publicado originalmente no Jornal A Tarde.

O contágio do COVID-19 no Sul da Bahia.


Por Professor Reinaldo Soares.

Prof. Ms. Reinaldo Soares
Diretor do IBEC.

Depois de Salvador, o sul da Bahia é a região que apresenta o maior número de casos confirmados do COVID19 e a maior em proporção por 10 mil habitantes no Estado, considerando apenas os quatro municípios com maior número de casos confirmados até dia 21 de março, Ilhéus, Itabuna, Ipiaú e Uruçuca. Vejamos:

Salvador, com 2 milhões e oitocentos mil habitantes, possui 922 casos e uma proporção de 3,2 casos para 10 mil habitantes. Com 614 mil habitantes e 61 casos confirmados, Feira de Santana, tem uma proporção de 1 caso para 10 mil habitantes, já Vitória da Conquista, com 338 mil habitantes e 22 casos, possui uma proporção de 0,6 casos para 10 mil habitantes.

Com uma população de 162 mil pessoas e 92 casos confirmados, Ilhéus torna-se o centro de contágio no sul da Bahia. Somando-se com Itabuna com 213 mil habitantes e 58 casos, Ipiaú 45.800 habitantes e 15 casos e Uruçuca com 13 casos e uma população de 20.500 pessoas, soma-se 441.300 habitantes, 178 casos e uma média de 4 casos para 10 mil habitantes, tornando o Sul da Bahia, o epicentro do Coronavírus no Estado.

Neste período de quarentena, já fiz três publicações alertando o foco do contágio nos Hospitais e profissionais de saúde, destacando-se o Hospital Costa do Cacau e o Hospital Geral de Ipiaú.

A cadeia que envolve os profissionais de Saúde, tem uma característica que contribui para estes profissionais serem emissores de contágio. Eles prestam serviços em várias cidades e hospitais ao mesmo tempo. Na medida em que são contagiados, vão levando adiante esse contágio.

É dramático saber, que os profissionais contratados no Costa do Cacau, além de não possuírem os equipamentos recomendados, quando afastados para quarentena de 15 dias, não são remunerados por esse período.

Sem fazer a devida prevenção estrutural e oferecer a segurança e valorização dos profissionais (pessoas de higienização, maqueiros, agentes administrativos, técnicos de enfermagem, enfermeiros e médicos), o Governo do Estado vai transformar o Costa do Cacau no Hospital de Referência do Coronavírus da Região. Referência de quê? De Contágio?

Enquanto o Secretário Estadual Fabio Vilas-Boas, apoiado pelo Prefeito Municipal colocam a Polícia para trabalhadores e empreendedores e ainda de forma imprópria sugere que as pessoas que questionam o isolamento horizontal renunciem o uso de UTI caso precisem, o contágio se propaga por falta de EPIs, planejamento transparente e consistente para conter a pandemia, mesmo com o comércio fechado há mais de 20 dias.

Diante das reflexões feitas, apresento ações que poderão contribuir para frear o contágio em Ilhéus e região:

1- Reabertura do setor de Psiquiatria do Hospital Regional Luiz Viana Filho que antes do fechamento tinha sido totalmente reformado com duas alas e 30 leitos para ser usado como atendimento aos pacientes de Coronavírus, como foi feito com o Hospital Espanhol em Salvador;

2- Realizar imediata testagem em todos os profissionais de Saúde que atuam no Costa do Cacau e demais Hospitais da região;

3- Afastar para quarentena remunerada, os profissionais com casos confirmados;

4- Alocar na retaguarda hospitalar , os profissionais de saúde que possuem doenças que podem agravar o quadro com o COVID19;

5- Convocar, treinar e equipar os formandos de Medicina e Enfermagem de instituições públicas ou privadas que estudam com subsídios do FIES e PROUNI para atuarem nesse momento;

6- A SESAB trazer de Municípios com índice menor, como Vitória da Conquista, profissionais para suprir o efetivo da região que se encontra na quarentena;

7- Ocupar a rede hoteleira que está fechada, para hospedar esses profissionais.

Diante de tal situação, solicitamos uma posição do Ministério Público, Conselho Regional de Medicina, Conselho Regional de Enfermagem, SINDIMED, SINDSAÙDE, AMURC e DIRES.


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Pela abertura do Comércio e em defesa da vida


Por Reinaldo Soares.

Prof. Ms. Reinaldo Soares
Diretor do IBEC.

Como Empreendedor, venho ser solidário com todos os comerciantes de Ilhéus, e demonstrar minha preocupação com o fechamento do Comércio e a falta de Planejamento e Previsibilidade do Governo Municipal com sua abertura. Defendi o fica em casa inicialmente e continuo defendendo uma precaução em relação ao Coronavírus, no entanto, as questões abaixo me permite tomar uma nova posição, vejamos:

1- O fechamento total do Comércio ocorreu de forma precoce sem um planejamento adequado e não ouvindo os interessados;

2- No Comitê de Crise criado pelo Governo, não consta nenhum membro do Comércio e da Sociedade Civil organizada;

3- O fechamento total do comércio não fez reduzir o número de casos, pelo contrário;

4- Diante da falta de agilidade dos Governos Estadual e Municipal, o maior foco de contágio está nos Profissionais de Saúde, que corresponde a 50% dos infectados, pois estão atuando sem os EPIs. O Hospital Costa do Cacau é hoje o epicentro de contágio;

5- Os pequenos comerciantes não suportam manter seu comércio e funcionários sem receitas;

6- O setor de Comercio e serviços são os que mais geram emprego e renda em Ilhéus. Se esse setor entra em colapso, teremos uma catástrofe social em nosso Município.

Diante das justificativas acima, defendo a abertura do comércio, com a devida segurança para os funcionários e clientes.

Defendo também a liberação do transporte coletivo com no mínimo 5 ônibus por linha e seu aumento gradual com a devida higienização e fiscalização.

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O Carnaval é um custo ou investimento em uma cidade turística?


Prof. Reinaldo Soares.

Prof. Ms. Reinaldo Soares.

Como Mestre em Cultura e Turismo, afirmo que o Turismo é uma das principais atividades econômicas. É a indústria sem chamiminé. Ele consegue impactar em todas as camadas sociais.

Em uma cidade de clima tropical como Ilhéus, o verão é a estação mais esperada. O momento principal do verão é o Carnaval. Fala-se que no Brasil, o ano novo inicia depois do carnaval, tamanha sua influência e expectativa.

Se desejamos que Ilhéus seja uma cidade turística, não podemos reduzir a programação oficial de dezembro a janeiro, muito menos abdicar do carnaval com justificativas que não se sustentam.

Em janeiro de 2017, o Governo Municipal decretou estado de emergência na Saúde quando vivíamos uma crise dengue e chikungunya e um mês depois realizou o carnaval.

Reformas de Escolas não se faz apenas em final de governo, mas durante todos os anos e em período de férias escolares de forma planejada.

O carnaval, mais do que uma manifestação cultural, é um fonte de receita para o Município e renda para os moradores. É o momento que o ambulante desempregado pode vender seus produtos e sustentar sua família. É o momento que as pousadas e hotéis ampliam sua ocupação gerando emprego na cidade.

Portanto, planejar e executar o carnaval e outros eventos de impactos turísticos, é ter noção da importância do Turismo para o desenvolvimento econômico de ilhéus. Quem assim não faz, desconhece essa importância, age de forma amadora.

Municípios como Salvador, Porto Seguro, Itacaré, Canavieiras, Prado e tantos outros, realizam o Carnaval pois sabem o quanto esse evento Momesco traz recursos para o Município e seu povo.

Chegamos ao patamar, que as trevas têm conduzido a luz. É tempo para renovar, mudar é o caminho!

*Prof. Reinaldo Soares, é Mestre em Cultura e Turismo pela UESC/UFBA, Diretor do IBEC e da Faculdade Santo Agostinho e Presidente do Diretório Municipal do PTB.

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Pontal no caminho da lama sem pai e sem mãe


Por José Rezende Mendonça

“O pau que nasce torto não jeito morre torto”. Este adágio popular é bem peculiar para as diversas aberrações que vem ocorrendo no bairro do Pontal. Mas, dentre tantas, neste relato vamos dar ênfase a dois aspectos: aos proprietários de boa parte das ruas aqui do bairro, que atendem pelo nome de locadora de veículos.

Fato comentado, repetido, discutido rediscutido e que já perdura por mais de dois anos, mesmo depois de várias reuniões com algumas secretarias do município e o ministério público. Além de vários abaixo assinados, entregues a quem de direito, com registro em atas.

Como todas as promessas sobre este caso específico, foram jogadas no lixo e no esquecimento. Com isso, as locadoras teimam em fazer das ruas do Pontal, seus estacionamentos, garagens e até posto de lavagem, onde a lama é jogada diretamente na boca de lobo (bueiro). Uma verdadeira bagunça, deixando o trânsito caótico e infernizando a vida dos moradores, que não tem mais pra quem a pelar.
E não tendo pra quem apelar, fizeram suas próprias leis, sinalizando suas portas com pirulitos, gelos baianos, cones e paralelepípedos, dando um aspecto de descaso, de terra sem lei, do “aqui ninguém tasca, que eu vi primeiro”.

Como sabemos, a maioria destes carros locados, vão para Itacaré, península de Maraú, até Barra Grande, e no retorno com “lama até o pescoço”, são largados nas portas de quem muitas das vezes nem veículo tem. Sendo obrigado a realizarem a limpeza da rua, por conta própria, pois nem garis, nas ruas do Pontal passam mais.
A lama é simplesmente canalizada com as águas da chuvas para a rede pluvial, que já é precária, pois nunca fora revitalizada nestes últimos 43 anos, apenas remendos e mesmo assim, quando não tem mais jeito, e até uma criança sabe as consequências disso.

Uma das maiores locadoras de aluguéis de carros no Pontal, simplesmente, ignorando a tudo e a todos, instalou um lava jato na atual Rua Juca Pinto (antiga Rua D. Pedro – II), até aí parece tudo tranquilo, mas, não o é. E por assim saber da impunidade, tão peculiar no Brasil, resolveu jogar toda lama (barro), proveniente das lavagens dos carros, DIRETAMENTE na calçada, que escorre paralelamente junto ao meio fio, e outra quantidade pela pista de rolamento, que se encaminham pra a boca de lobo (bueiro).

Os pontalenses no passado, tinham um bairro pitoresco, conservado, limpo e agradável pra se morar. Hoje assistem pasmos um novo bairro pedinte, que em breve, já poderá optar pelo “Bolsa Família”, pois, é o único bairro da zona Sul sem rede de esgoto; sem um posto médico, que se arrasta numa reforma sem fim; sem varredores de rua, onde a maioria delas mais parece uma “tábua de pirulito”; sem placas de sinalização vertical e placas de orientação de trânsito, e as que tinham foram tiradas, e ninguém sabe e ninguém viu; deixando os turistas, sem saber pra onde fica o aeroporto. Sem contar o abandono que deixaram nossa única praça, que foi requalificada há mais seis anos, pela força de um bairro criativo, que praticamente não existe mais. A Avenida Lomanto Júnior e a Rua 13 de Maio, que juntas, são as principais e únicas na ligação Centro/Sul/Centro, que mais parecem uma colcha de retalhos, com calçadas sujas, arrebentadas, bueiros entupidos, etc….etc….

Será que não seria mais prático e barato, restaurar a Rua 13 de Maio com uma camada de asfalto, como fora feito em algumas ruas da cidade? E não venham para cá, nos dizer que, recapear a 13 de Maio não é viável, devido não haver a rede de esgoto. Mas, se for por isso, que interditem o Pontal, o deixem de vez, sem pai e sem mãe.

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José Rezende Mendonça é Técnico Agrícola, aposentado/CEPLAC – Fotointérprete Especialista em Cartografia e Aerofotogrametria, na interpretação de fotos aéreas, imagens de radar e satélite.

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O novo ciclo de crescimento de Ilhéus e o Programa Sustentável de Desenvolvimento


*Por Vinicius Briglia Pinto.

Cresce a confiança do ilheense, pautada pelas reformas e transformações ocorridas desde 2017, bem como, no crescimento da economia no ano de 2019 e das perspectivas para 2020, a partir do programa de ajustes e mudanças conduzidas pela atual administração, levando o Município de Ilhéus a testemunhar um novo ciclo de crescimento.

O último ciclo de desenvolvimento vivido por Ilhéus foi o ciclo do cacau, que foi interrompido pela vassoura de bruxa que no início dos anos 90, do Século XX, dizimou as plantações de cacau no Sul da Bahia atingindo em cheio a base da economia ilheense, jogando Ilhéus e região num limbo de crise e incerteza.

Mas 2019 foi um ano diferente que destoou dos últimos 30 anos e se deve ao fato de que Ilhéus apresentou um cenário de crescimento mais otimista em relação aos anos anteriores. As projeções mostram que Ilhéus apresentará para o ano de 2019 um crescimento de 1,5 a 2% em relação ao ano anterior e ainda, poderá ter um crescimento de 3 a 5% para 2020, bem superior a média que vem amargando nas últimas décadas. Tem apresentado índices positivos em todos os setores da economia. Nos últimos doze meses, por exemplo, teve saldo positivo de 854 postos de emprego, segundo dados do CAGED, o melhor saldo desde 2010, se compararmos a série histórica.

Esse crescimento se deve à mudança de paradigma implementada pelo prefeito Mario Alexandre que após focar os dois primeiros anos de seu governo em reformas administrativas e responsabilidade fiscal, pôde em 2019 implementar as reformas de infraestrutura que não eram feitas há muitos anos, alavancando o progresso da cidade e levantando a autoestima do ilheense.

Em 2020, o cenário pode ser ainda melhor. Em março está prevista a inauguração da nova ponte Ilhéus Pontal, obra em fase de conclusão pelo Governo do Estado da Bahia, criando um novo eixo de desenvolvimento para a Zona Sul da cidade, que já apresenta amplo crescimento, com a explosão de vários empreendimentos em andamento. O Município de Ilhéus, conjuntamente com a EMBASA e o Governo do Estado, esta executando outra importante obra que é a ampliação do Sistema de Esgotamento Sanitário Ilhéus – Pontal, obra inédita com capacidade de Tratamento de Esgoto de 148 litros/segundos e beneficiará 65.794 habitantes, cujo valor do investimento é de R$60 milhões.

Na Zona Norte não é diferente, pois além de diversos empreendimentos em fase de andamento, empreendimentos de grande monta de infraestrutura estão prestes a sair do papel, como o Complexo Intermodal Porto Sul, que prevê a construção de um terminal portuário off shore que prevê a ligação a uma ferrovia, a Ferrovia da Integração Oeste leste – FIOL, considerada por muitos a maior obra de infraestrutura do Brasil na atualidade e um novo aeroporto internacional. As obras estão previstas para iniciarem no primeiro semestre de 2020 atraindo a atenção do mundo inteiro. A obra gerará para Ilhéus 15 mil empregos diretos e indiretos (com a mina em Caetité, gerará 75 mil novos empregos no total).

Hoje se pode dizer que a cidade é um grande canteiro de obras. Isso sem falar nas obras voltadas para a saúde (hospital Costa do Cacau, hospital materno-infantil antigo Regional, postos de atendimento e UPAS), para educação (reforma do IME, reconstrução da escola de Piaçaveira – aquela que saiu no fantástico, etc.) e para os altos (praças e escadarias) que além de contribuir para a melhoria da qualidade de vida, contribui indiretamente para o crescimento da economia.

É nesse cenário que o prefeito Mário Alexandre lançou no final de 2019 o Programa Sustentável de Desenvolvimento, para que esse novo ciclo de crescimento previsto para a cidade de Ilhéus não se dê de forma desordenada, mas que permita um crescimento equilibrado, sustentável e contínuo.

O Programa Sustentável de Desenvolvimento é um pacote de leis que propõe recolocar Ilhéus na rota do crescimento ao dar um norte para onde esse crescimento deve seguir, criando um ambiente voltado para atração de novos negócios com incentivos e isenções fiscais, além da desburocratização para abertura de empresas, alinhado a tendência Green Economy Initiative que prevê o desenvolvimento de estratégia que promova o crescimento econômico, o desenvolvimento, o investimento e a inovação, sem, deixar de assegurar a racionalidade na utilização dos recursos naturais e a proteção do ambiente como condições essenciais ao bem estar dos ilheenses.

Dentre as medidas, já esta em vigor, o Decreto nº 106/2019, que simplifica e dispensa exigências legais a determinados segmentos, desburocratizando assim a abertura de novas empesas que desempenhar atividades de baixo risco.

No setor fiscal, o setor produtivo sofreu muito com a reforma tributária de 2015, que reajustou em quatro vezes o valor do IPTU e ISS, avaliando os imóveis acima do valor de mercado. O IPTU verde, já em tramitação na Câmara de Vereadores através do Projeto de Lei nº 123/2019, prevê o fomento e o incentivo do uso de tecnologia sustentáveis, medidas que preservem, protejam e recuperem o meio ambiente, e autoriza, em contrapartida, a concessão de incentivo fiscal no IPTU em até 20%, desonerando um pouco a carga tributária para quem adotar práticas sustentáveis.

Prevê ainda a revitalização do Pólo de Informática com a proposta da redução de ISS para 2%, já que a Lei nº 13.969/2019 colocou Ilhéus novamente no cenário nacional para as indústrias de informática, prevendo alíquota menor que o Sul e Sudeste, por estar localizado na área da SUDENE, além de ser a cidade mais atrativa da Bahia, já que o Decreto Estadual nº 4.16/1995 ainda em vigor até 2022, que prevê o mesmo benefício fiscal que Salvador, dispensando das contrapartidas.

Ilhéus volta a ser atrativa para o setor de informática e de tecnologia. Indústrias de grande porte do ramo de informática, já anunciaram a sua instalação já para o ano de 2020, prevendo a criação imediata de 300 novos empregos.

Ainda visando esse setor de tecnologia e inovação, o Município de Ilhéus pretende criar a Politica Municipal de Estímulos, Incentivo e Promoção ao Desenvolvimento de startups. Um outro Projeto de Lei que será encaminhado para câmara, prevê ainda o incentivo com base no incremento de ICMS voltados para indústrias, empresas de distribuição e de logística.

Ainda como parte do pacote de leis que integra o Programa Sustentável de Desenvolvimento, o projeto prevê uma mini reforma da lei de uso e ocupação do solo, revisando trechos da lei adequando a nossa legislação para grandes empreendimentos, como por exemplo, a empresa norte americana Ocean Forever, rebatizada no Brasil como, Ocean Grown Brasil, que pretende realizar um investimento de US$ 200 milhões, gerando 100 empregos diretos e 300 indiretos, cuja atividade econômica não estava prevista em nossa legislação, mas que agora será inserida.

Assim, o Programa Sustentável de Desenvolvimento faz parte do novo ciclo de desenvolvimento de Ilhéus que já é uma realidade. O reconhecimento da população foi indispensável para a retomada do crescimento de Ilhéus, por confiar que as mudanças iriam dar certo, mas ainda há muita coisa a se fazer, não se pode mudar trinta anos em três mas pode-se mostrar que com competência, trabalho e comprometimento, dá pra fazer muita coisa em tão pouco tempo.

Autor do artigo: Vinicius Briglia Pinto, Advogado OAB/BA Nª 16719, e Secretário de Desenvolvimento Econômico no Município de Ilhéus.

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MEMÓRIAS DAS ENCHENTES DO RIO CACHOEIRA FESPI – UESC – CEPLAC


Por: José Rezende Mendonça (*)

Itabuna: enchente de 1967. Acervo eletrônico: Rezende. Desconheço o fotógrafo.

O que estamos ouvindo, vendo e lendo em todos meios de comunicações, são as inundações em diversas regiões do Brasil, neste verão de 2019/2020. Quando anunciadas vem sempre com uma informação a mais, que muitas delas são as maiores dos últimos: 20, 30, 50, 60 anos, pois obedecem a cíclicos climáticos, que nunca foi e nem será uma novidade, com relação a estes períodos. Outras inclusive, com repetições em menos de dois, três, quatro… anos com maior ou menor intensidade.

Isto nos fez lembrar, o período de 1972/1974, quando foi construída a FESPI, hoje UESC, pela divisão de engenharia da CEPLAC (DIVEN), com projeto e arquitetura dos seus competentes engenheiros.

Quando a construção foi concluída, nos chamou a atenção, as colunas de sustentações bastantes altas, para em cima delas vir o primeiro pavimento. Lembramos muito bem, que o espaço térreo, era usado como estacionamento coberto e nada mais.

Diante desta nossa inquietação e curiosidade, fomos naquela época até a DIVEN e questionamos a um dos engenheiros, sobre esta situação. A resposta foi simples e rápida, mais ou menos assim: “em 1967, tivemos a maior enchente, que tínhamos conhecimento do Rio Cachoeira, e dentre outras áreas, estava a área da FESPI, que fora inundada.

Foi o bastante, para que nós voltássemos no tempo e lembrar daquela tão assombrosa enchente. Em 1983, para quem se recorda, outra enchente aconteceu, mas desta vez em proporções bem menores, o suficiente para interditar alguns locais da BR-415, nos trechos da Fazenda de Amélia Amado, Rio Alegrias em frente a CEPLAC, e sem muito estrago na baixada da UESC (Salobrinho), e na baixada onde hoje se localiza o Hospital Regional Costa do Cacau até o antigo lixão, na fazenda de Waldeck Die Maia.

Para melhor entendimento, sobre as enchentes do Rio Cachoeira, anteriores a 1967, encontramos por pesquisa, que a primeira que se tinha conhecimento data de 1914, com bastante estragos. Seis (6) anos depois, em 1920, outra nova enchente, considerada até aquela época como a pior de todas. Em 1947, portanto, vinte e sete (27) anos depois, mais uma enchente com prejuízos em vários bairros da cidade. Depois da enchente de 1967, em 1983 uma nova enchente no Rio Cachoeira portanto, dezesseis (16) anos depois. Esta ficou marcada, não pela quantidade de água, acima do leito normal, mas devido várias quedas de barrancos na BR-101, com vários mortos. E por fim em 2007, o Cachoeira volta a subir acima do seu leito normal, causando mais um vexame, com retiradas dos moradores situados a beira do rio.

Depois de todos estes períodos relatados, estamos há praticamente dezessete (17) anos, sem nenhum registro de enchentes. Mas, o que nos leva a questionar é o seguinte: o que levou a UESC, aproveitar aquele espaço térreo do estacionamento, cuidadosamente bem pensada tecnicamente pela CEPLAC/DIVEN, contra enchentes do Rio Cachoeira, para usá-lo com novas construções de salas de aulas, laboratórios, etc.?
Estaria a direção da UESC, nesta época, sem o devido conhecimento e a decisão foi tomada simplesmente, pela falta de mais espaço?

Bom, o certo é que o perigo ainda existe, de uma nova inundação igual ou pior a de 1967, pois como visto acima, os períodos cíclicos continuam acontecendo em todo mundo. E com isso, tudo aquilo ali construído na área do antigo estacionamento, poderá e tomara DEUS que não, ser destruído em poucos minutos, perdendo anos a fio de pesquisas e materiais históricos que ali se encontram, dentre tantas outras coisas.

Nota: Esta situação, já havíamos comentado com alguns amigos, há muitos anos, mas, agora resolvemos colocar por escrito, porque a partir deste momento fico com a minha consciência tranquila, pois tenho certeza que relato, irá chegar a quem de direito.

(*) Técnico Agrícola, aposentado da CEPLAC, especialista em cartografia e aerofotogrametria, em imagens de fotos aéreas convencionais, radar e satélite.

Articulação política dos grupos em Ilhéus – breve análise


Por Prof. Emenson Silva.

Emenson Silva.

Analisando o processo politico em Ilhéus, podemos perceber avanços e drásticos retrocessos nas ações politicas de determinados seguimentos. Antes de falarmos sobre a temática, cabe antes de tudo uma reflexão sobre o significado da palavra “articulação”, que nada mais é do que senão, um encadeamento de diferentes elementos com vistas ao eficaz funcionamento de um sistema.

As peças do xadrez politico começam a se mover, e percebe-se notoriamente a criação de uma grande frente politica, montada com a finalidade de contrariar a oposição, que de forma prematura divulga o seu surgimento, pois a quem diga que antes de botar o bloco na rua é preciso ensaia-lo e organiza-lo, para depois ir ao desfile. Assim, partidos da base aliada ao governado do estado, comemoraram certamente o nascimento dessa oposição criada recentemente, que as duras penas, seus criadores e adeptos devem ser grandes “cientistas políticos”, astutos, maliciosos, organizados e perspicazes, pois, por si só, automaticamente se isolaram das futuras amarrações politicas na corrida pelo Palácio Paranaguá em 2020.

Tudo isso por quê? Simples analise, segundo dados de pesquisas de opinião recentes, apontam que o Governador Rui Costa goza de uma aprovação que beira a casa dos 75% dos ilheenses. Isso incidirá diretamente no resultado das eleições 2020, pois essa aprovação do governador se dá por ações governamentais significativas na cidade: construção da ponte Ilhéus/Pontal (antes um sonho, hoje uma realidade), construção do Hospital Regional Costa do Cacau, Hospital Materno Infantil (em breve), duplicação da Rodovia Ilhéus/Itabuna, sem contar com os grandes empreendimentos que estão chegando ao município, sob autorização e articulação do governo estadual.

Assim, quatro frentes se articulam para a corrida nas eleições 2020, canalizadas pelos partidos políticos, Partido Social Democrata (PSD), comandado pelo alcaide Dr. Mário Alexandre, o Partido Progressista (PP), comandado pelo cacique da politica regional, o ex-prefeito Jabes Ribeiro e o Partido dos Trabalhadores (PT), partido do Governador que apresenta o nome do Empresário Newton Cruz, para a disputar a sucessão municipal. Essas três alternativas (PSD, PP e PT) fazem parte da base aliada ao Governador do Estado. Por outro lado, na dianteira da oposição radical ao Governador Rui Costa, está o Democratas (DEM), liderado pelo grupo politico de ACM Neto, Prefeito da Cidade de Salvador, tendo como seu pré-candidato o empresário Valderico Júnior, que pela analise real do “jogo”, deverá trabalhar e muito para obter êxito no pleito em 2020, pois não se sabe ao certo como e onde ele se encaixará no futuro. “Nem mesmo os surfistas remam contra a maré”, mas aguardemos os próximos capítulos.

“Cartas na mesa” cabem aqui algumas indagações: O que estes grupos estão articulando? Quais seus projetos? O que pretendem atingir? Quem são seus lideres? Quais os papeis sociais que eles exercem? O que contribuem para o crescimento social, cultural e econômico do município? O jogo começou a se desenhar e poderá ser finalizado com grandes surpresas, pois as frentes, bem como a oposição, devem está se articulando para enfrentar o campo de batalha, sem contar que pode surgir a qualquer momento novas lideranças, nesse processo que está totalmente aberto.

Diante disso, é visto uma vasta movimentação dos caciques das forças politicas local, no sentido de agregar partidos políticos, seguimentos, lideranças, cabos eleitorais, visando a obtenção ou manutenção do poder. É perceptível nesta corrida que, saem na frente os grupos que demonstram poder de persuasão e articulação politica. Não se faz politica sem a visão geral do processo. Acredito que o candidato vencedor das próximas eleições deverá ter três características básicas 1) atingir uma considerável popularidade (voto), 2) possuir um grupo politico coeso e de qualidade (grupo politico) e 3) possuir condições financeiras adequadas para que as ações planejadas sejam realizadas com eficácia para executar tudo aquilo que foi planejado estrategicamente para a campanha.

Neste “tabuleiro de jogo de xadrez”, entendo que o Partido dos Trabalhadores (PT) pode ser a mola divisora nessa estrutura, pois, possui uma margem de votos fiel que, bem posicionada e motivada, renderá bons frutos no processo politico. O candidato do PT, Newton Cruz, conta com o aval dos caciques estaduais da sigla como: o Senador Jaques Wagner e o Deputado Estadual, Rosenberg. Há quem diga que no processo eleitoral o Ex-Presidente Lula irá vir a Ilhéus ser cabo eleitoral de Newton Cruz, o que certamente terá um peso significativo na sua caminhada rumo ao Palácio Paranaguá. Entretanto, cabe a seus lideres se desprenderem de históricas e conhecidas vaidades e construírem juntos um projeto viável para Ilhéus.

Na dianteira e o principal adversário a ser batido, está o chefe do poder executivo ilheense, o Dr. Mário Alexandre, que atualmente transformou Ilhéus em um canteiro de obras, tanto na área da saúde como em diversos pontos da cidade. Reformas e construção de Postos de Saúde e Escolas, conclusão da obra da Orla Sul na Rodovia Ilhéus/Olivença, funcionamento 24 horas de duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAS), aumento real do salário dos servidores municipais, além do pagamento em dias, dentre outros feitos, o Prefeito irá inaugurar junto com o Governador Rui Costa, a tão sonhada Ponte Ilhéus/Pontal. Marão, como é conhecido pela massa, vem agregando diversos partidos políticos à sua base como: PSD, PSL, PDT, PRB, PSDB, PTdoB, PV E PSC e ainda anda “namorando” outras agremiações como é o caso do cobiçado AVANTE do Deputado campeão de votos na Bahia, Sargento Isidoro.

Correndo por fora, no que se refere aos partidos que compõem a base aliada do Governador do Estado, temos ainda o Partido Progressista (PP) do ex-prefeito Jabes Ribeiro que desde ano passado, iniciaram o planejamento e a organização de encontros com o objetivo de alavancar a campanha do empresário Cacá Colchões que, nas eleições de 2016 obteve 18 mil votos, desbancando figuras importantes da politica local como o Ex-Deputado Federal Bebeto Galvão do Partido Social Brasileiro (PSB). Em 2018, nas eleições para Deputado Estadual, Cacá mais uma vez mostrou que detém um considerável capital eleitoral sendo o Deputado mais votado na cidade, com 12 mil votos. Principal cabo eleitoral do candidato Cacá Colchões, o ex-prefeito Jabes Ribeiro conta uma rejeição muito grande, principalmente entre os servidores que amargaram 4 anos sem reajuste no último mandato do ex-prefeito. Todavia, a “velha raposa” conta com uma vasta experiência e sabe quais os passos que deve seguir no decorrer desse longo e árduo caminho que é as eleições.

Do outro lado da ponta, caminhando na oposição ao popular Governador Rui Costa, aparece o Pré-Candidato Valderico Júnior, que se filiou recentemente ao Democrata (DEM), partido do Prefeito de Salvador ACM Neto. Novo na politica, o filho do ex-prefeito Valderico Reis administra a conceituada Rádio Gabriela FM e é Presidente do CDL. Nas eleições de 2018, Valderico Júnior transferiu de forma surpreendente aproximadamente 2500 votos ao candidato a Deputado Estadual pelo partido PODEMOS, Jânio Natal. Acredito que o maior desafio do candidato do DEM seja formar um grupo politico que te conceda a densidade eleitoral necessária pra alavancar sua candidatura, além de desvincular sua imagem do Ex-Prefeito e pai, Valderico Reis. Valderico foi deposto do cargo após diversas manifestações que culminaram no seu afastamento pela Câmara Municipal de Ilhéus. Até o momento, o pré-candidato do DEM conseguiu montar uma frente de partidos que pouco representa termos de capital eleitoral. Patriota, PTC, MDB e DEM contam apenas com o Vereador Juarez do MDB, onde o mesmo já declarou que apoia a reeleição do Prefeito Mário Alexandre (PSD). Entretanto, vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos.

Este artigo é apenas uma reflexão meramente técnica, tudo isso poderá ser modificado de acordo com as linhas estratégicas dos grupos, bem como, seus movimentos políticos na cidade. Pesquisas de opinião apontam que, mais de 80% da população não está nem aí para política e eleição. Isso deixa o jogo totalmente aberto e sem prognostico possível.

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Ilhéus: PT tenta consolidar o empresário Nilton Cruz como candidato a prefeito


Por Jamesson Araújo.

Nilton Cruz discursa durante a posse do novo presidente do PT – Ilhéus, Ednei Mendonça. Foto Ascom PT. 

Em 2011, o PT filiou o então prefeito de Ilhéus, Newton Lima, e compôs sua base ocupando secretarias, cargos na prefeitura e governou Ilhéus. Agora em 2019, o PT sonha em emplacar outro Nilton no palácio Paranaguá, dessa vez Nilton Cruz, empresário do ramo de compra e venda de cacau.

A pré–candidatura a prefeito de Nilton Cruz, está sendo abraçada pelo diretório municipal e há quem diga com o “empurrão” do líder petista, o ex-ministro José Dirceu, amigo pessoal de Cruz, frequentador assíduo de sua casa de praia.

Nilton também sonha com o “empurrão” do companheiro Lula, que deve visitar o sul da Bahia neste final de ano. O ex-presidente defende que o PT precisa apostar em nomes próprios em quantas cidades for possível, especialmente nas capitais do país.

Com nomes fortes de outros partidos da base do governador, a exemplo de Cacá Colchões (PP), Mário Alexandre (PSD) e Junior Reis (Podemos), dentro do PT, há quem diga que Nilton Cruz é um bom vice, já outros defendem uma candidatura própria do PT e fortalecimento do nome de Cruz.

Dois militantes influentes no diretório de Ilhéus, foram questionados pelo Blog Agravo sobre a interferência do governador Rui Costa na eleição de Ilhéus em amparo a outro candidato de sua base, melhor colocado nas pesquisas.

Pedindo anonimato, um afirmou “O Governador irá participar das articulações nas 30 maiores cidades. Ele deverá reunir o Conselho Político. Agora se não houver uma diretiva partidária estadual, o Diretório Municipal tem autonomia.”

“Já saímos com candidato a prefeito independente do diretório estadual e do governo”, explicitou outro membro do PT que é pré-candidato a vereador.

Todo esse enredo do PT ilheense é observado com grande expectativa no meio político, no sentido de observar o nome de Nilton nas próximas pesquisas, e quais os caminhos serão traçados pelo Partido dos Trabalhadores em Ilhéus.