Com entrega de nova ala do Lacen, Bahia passa a ter capacidade para realizar mil testes diários da Covid-19


A capacidade da Bahia de processar testes para o novo coronavírus salta de 400 para 1.000 exames por dia, com a entrega, nesta sexta-feira (24), da nova ala do Laboratório Central (Lacen) da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), realizada pelo secretário da Saúde, Fábio Vilas-Boas. O secretário afirmou que “o investimento superior a R$ 2 milhões, em obras e equipamentos, tornou o Lacen o maior laboratório do País em capacidade de realização de exames da Covid-19, e foi idealizado de forma preventiva para o estado, ainda em janeiro, quando a China divulgou o início da pandemia mundial”. O Laboratório fica na Rua Waldemar Falcão, 123 – Horto Florestal, em Salvador.

Ainda de acordo com Vilas-Boas, “esse primeiro pilar, que é o do diagnóstico, compreendeu a construção deste prédio, a ampliação do laboratório de biologia molecular, a aquisição de novos equipamentos e a contratação de insumos. Isso alçou o Lacen da Bahia ao principal laboratório público estadual do Brasil na capacidade de realizar exames para coronavírus”.

De acordo com a diretora-geral do Lacen, Arabela Leal, a unidade tem recebido uma média de 400 exames diariamente, e, com a ampliação, a expectativa é atender até mil pacientes por dia. “Essa nova ala comporta não apenas o setor de biologia molecular, que faz todos os exames de coronavírus, HIV, hepatites e outras doenças, mas, também na parte superior, está montado um laboratório de vigilância sanitária, que faz análises químicas de água, de alimentos, produtos de limpeza, entre outros produtos”.

Repórter de Raul Rodrigues.

Inep formaliza adiamento do Enem digital para 22 e 29 de novembro


Aplicativo de Celular ENEM.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) alterou as datas de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem ) digital para os dias 22 e 29 de novembro e as regras de solicitação de isenção da inscrição. Os editais com os ajustes foram publicados hoje (22) no Diário Oficial da União e também estão disponíveis na página do Enem.

No primeiro edital, publicado no mês passado, os participantes que optassem pela versão digital do exame fariam as provas nos dias 11 e 18 de outubro. O Inep também definiu novas cidades para aplicação do Enem digital, alcançando localidades em todos os estados e no Distrito Federal. A estrutura do exame será igual à da versão impressa.

A aplicação do Enem impresso continua marcada para os dias 1º e 8 de novembro. As inscrições começam no dia 11 de maio e vão até 22.

O valor da taxa de inscrição permaneceu o mesmo da edição de 2019 – R$ 85 – e deverá ser pago até 28 de maio. Na semana passada, o Inep anunciou a gratuidade da taxa de inscrição para todos os participantes que se enquadrarem nos perfis especificados nos editais, mesmo sem o pedido formal dos inscritos.

A regra também foi formalizada hoje e vale tanto para os participantes que optarem pelo Enem impresso quanto para os que escolherem o Enem digital. Aqueles que foram isentos em 2019, que faltaram aos dois dias de prova, mas não justificaram a ausência, também terão a gratuidade garantida.

Portanto, no ato da inscrição para o Enem 2020, terão isenção de taxa os cardidatos que estejam cursando a última série do ensino médio este ano, em qualquer modalidade de ensino, em escola da rede pública declarada ao Censo da Educação Básica; tenham feito todo o ensino médio em escolas da rede pública ou como bolsistas integrais na rede privada e tenham renda per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio; ou declarem estar em situação de vulnerabilidade socioeconômica, por serem membros de família de baixa renda e que estejam inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), que requer renda familiar per capita de até meio salário mínimo ou renda familiar mensal de até três salários mínimos.

Golpes cibernéticos prometem de dinheiro a serviços de streaming


Imagem ilustrativa.

A ação de golpistas exige atenção redobrada de quem vai usar a internet para tentar receber os benefícios que o Estado está colocando à disposição das pessoas direta ou indiretamente afetadas pelo novo coronavírus (Covid-19). Denúncias de sites e aplicativos fraudulentos não param de crescer.

Segundo autoridades no assunto, os golpes cibernéticos tendem a aumentar conforme mais gente recorrer à rede mundial de computadores para resolver questões que antes da pandemia da doença seriam resolvidas presencialmente.

A Caixa Econômica Federal recorreu às redes sociais para alertar sobre os cuidados que quem não está inscrito no Cadastro Único do governo federal deve tomar ao baixar, por celular, o aplicativo para se inscrever para receber os R$ 600 de ajuda financeira que serão pagos a trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEIs), autônomos e desempregados que têm direito a receber o benefício.

Tão logo o Congresso Nacional aprovou o pagamento de três parcelas de R$ 600 a título de auxílio emergencial, links para sites e aplicativos fraudulentos começaram a ser compartilhados pelas redes sociais. Alguns destes endereços fazem alusão ao aplicativo da Caixa e ao chamado “Coronavoucher”.

Crimes cibernéticos

Os criminosos cibernéticos vêm se valendo da comoção pública causada pela pandemia do coronavírus há mais tempo. Já no dia 22 de março, ou seja, oito dias antes da aprovação da ajuda financeira federal, o Ministério da Cidadania denunciava que mensagens prometendo um “auxílio cidadão” de R$ 200 que nunca existiu estavam sendo compartilhadas pelo Whatsapp.

Até o dia 25 de março, o laboratório da startup de segurança digital Psafe, o Dfndr, já tinha identificado a 25 diferentes tipos de golpes e a seis aplicativos maliciosos. Em comum, eles oferecem falsos benefícios para pessoas direta ou indiretamente afetadas pela doença.

Ofertas fraudulentas que prometem não só dinheiro, mas também kits de máscaras, álcool em gel, além de assinaturas grátis em serviços de compartilhamento de conteúdo online (streaming). Em 25 de março, os acessos aos links fraudulentos compartilhados pelas redes sociais já tinham ultrapassado os 2 milhões em apenas sete dias e seguiam aumentando.

De acordo com o laboratório, é comum cibercriminosos se aproveitarem de eventos de grande repercussão e até mesmo de feriados ou festividades para disseminar golpes cibernéticos. O objetivo é roubar dados pessoais e financeiros das vítimas. “Dessa vez, utilizando a pandemia do coronavírus como isca, dezenas de ataques estão sendo criados com o objetivo de enganar a população”, alerta o labratório, em nota.

O Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto Br (Nic.br), do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), também alertou para o crescimento de ameaças à segurança na rede mundial de computadores.

De acordo com o núcleo, as ameaças à segurança dos internautas costumam ser apresentadas na forma de “sedutoras oferts de aplicativos, informações e serviços que, na verdade, mascaram programas maliciosos, fraudes, furtos de informação e outros tipos de vírus”. Em sua página, o Nic.br apresenta uma série de medidas de proteção para os internautas.

A Polícia Federal (PF), bem como as polícias civis de vários estados, como o Paraná , Minas Gerais e Ceará, também já alertaram a população para o aumento significativo das ameças cibernéticas em um momento em que, para evitar a propagação do novo coronavírus, mais pessoas estão acessando a internet, por mais tempo, de suas casas ou celulares.

A PF recomenda que, para evitar cair em golpes, os internautas que estão à procura de informações sobre as ações e benefícios oferecidos pelos órgãos públicos devem sempre se certificar de estar acessando as páginas oficiais dos governos. Sites de órgãos públicos costumam ser identificados pelo domínio .gov em seus endereços. Por exemplo: o endereço do site oficial do Ministério da Cidadania é o http://desenvolvimentosocial.gov.br.

Mas também é preciso estar atento aos domínios que tentam imitar os originais, o que pode ser feito com a mera subtração ou substituição de um caractere por outro.

A PF recomenda que os internautas não cliquem em links enviados por e-mail, SMS ou aplicativos de mensagens em nome de instituições bancárias e nem forneçam dados pessoais, números de cartões de crédito ou senhas por telefone ou em formulários enviados por fontes suspeitas.

As pessoas também devem ficar atentas aos boletos bancários, já que estes podem ser facilmente adulterados. É preciso sempre conferir o nome da empresa credora e o valor cobrado. E entrar em contato com o emissor do boleto, por meio dos canais oficiais, em caso de dúvidas.

UESC participa de monitoramento e modelagem de cenários para a propagação do Covid-19 na Bahia


A plataforma de informação web tem o objetivo de divulgar a informação oficial e atual dos números de casos.

A Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) está integrando o esforço conjunto das Universidades Estadual de Feira de Santa (UEFS) e federal da Bahia (UFBA) e da startup Geodatin, que criou plataforma de informação web com o objetivo de divulgar a informação oficial e atual dos números de casos, especializados para cada cidade da Bahia, bem como os endereços e dados de contato de cada hospital de referência para Covid-19 no estado.

A plataforma pode ser acessada em http://corona.geodatin.com/ . Além de modelos simples com a projeção do número de casos para os próximos dias, a plataforma conta com previsões mais longas, baseadas em modelo SIR (Susceptíveis, Infecciosos, Removidos), enriquecido com os dados das Redes e fluxos do território: ligações rodoviárias e hidroviárias (IBGE, 2016), traçando as prováveis rotas de propagação entre as cidades, em dois cenários.

Com supressão de fluxo (redução de 50% da circulação dentro das cidades e uma redução de 80% na circulação entre as cidades),ou sem supressão de fluxo (mantém a circulação normal dentro das cidades e há uma pequena redução (30%) do fluxo de pessoas entre as cidades): A plataforma adapta-se sem perda de funcionalidades para dispositivos móveis.

Programas de teleconferência ganham popularidade na internet


Com as medidas de isolamento e quarentena em decorrência da pandemia do novo coronavírus, as pessoas passaram a ter maior demanda de comunicação virtual, seja no âmbito do teletrabalho, seja para comunicação entre amigos e parentes. As aplicações de videconferência são uma das ferramentas que vêm ganhando mais popularidade.

Confira uma lista de alternativas que podem ser utilizadas pelos internautas.

Zoom

Zoom é um aplicativo (app) de videoconferência que permite até 100 pessoas em uma reunião. Na modalidade gratuita, ele permite chamadas por até 40 minutos. Para além disso, é preciso adquirir um plano pago. Para acessar, a pessoa precisa baixar a aplicação, tanto no desktop quanto no smartphone. O aplicativo está entre os top charts da Play Store, onde tem a nota 4 (na escala de 0 a 5).

Whatsapp

Mais popular app de mensageria do país, o Whatsapp permite videochamadas com até quatro pessoas. Não há necessidade de baixar aplicação diferente ou de pagar pelo serviço. Mas a limitação de integrantes restringe a funcionalidade, impedindo videoconferências com um público maior.

Facebook Messenger

O Facebook também possui como solução de videconferência o Messenger, que é utilizado pela rede social como sua ferramenta de mensageria. Ele tem como vantagem o fato de permitir a participação de pessoas com contas no Facebook, beneficiando-se da grande base de usuários que a empresa possui. Só no Brasil, são mais de 136 milhões.

Google hangout

]O Google hangout é uma das ferramentas da suíte de trabalho do Google (para além de Gmail, Drive e Documentos). Ele é integrado um aplicativo específico que precisa ser baixado, permitindo chamadas para os contatos do usuário. Para isso, é preciso que todos os participantes da chamada tenham também uma conta no Google. Ele permite reuniões com até 150 pessoas. Ainda há uma versão antiga, associada ao Gmail, o app e a versão Hangout Chats, integrada à suíte corporativa do Google. Esta última implica a aquisição do pacote suíte, que é pago.

Microsoft teams

Microsoft teams é a solução de videconferência que integra o pacote de ferramentas corporativas da Microsoft, o Office 365. Embora seja pago, a Microsoft liberou o uso do teams durante o período da pandemia. Ele possui capacidade maior e comporta até 10 mil participantes. O app permite também o acesso por meio de links, não necessitando baixar quando a pessoa está no desktop.

Skype

Também da Microsoft, o Skype é uma das mais antigas plataformas de chamadas online. O aplicativo permite videoconferências com mais de 10 participantes. Para acessar, é preciso baixar o programa tanto no desktop quanto no smartphone e criar uma conta. Quem já possui uma conta na Microsoft pode utilizá-la.

Jitsi

Jitsi é uma plataforma de videoconferência sem fins lucrativos e de código aberto (e não proprietário, como as anteriores). Ela também permite videoconferências com dezenas de participantes. A diferença é que não há necessidade de baixar o programa (apenas caso a participação se dê por um smartphone) nem de colocar um e-mail válido. No site, qualquer pessoa pode criar uma conferência e chamar outros a participar pelo envio de um link.

Line

O Line, a exemplo de outros apps como o Skype, surgiu como uma ferramenta de videochamadas. Ele permite chamadas entre duas pessoas. mas também em grupos. Assim como Skype, FB Messenger e Whatsapp, ele permite comunicação por texto e envio de imagens e documentos. O recurso é gratuito e também pode ser encontrado em lojas de aplicativos.

Agência Brasil.

Governo usará dados de teles para monitorar circulação de pessoas


Brasília – Ministério Público do Distrito Federal e Territórios considera que torres de celular podem prejudicar a saúde Marcelo Camarg/Agência Brasil

As operadoras de telecomunicação repassarão informações sobre a circulação de pessoas para que o governo faça avaliações e desenvolva estratégias de prevenção e combate à epidemia do novo coronavírus. A parceria vai durar o período da calamidade pública da covid-19 e envolve as empresas Vivo, Claro, Oi, Tim e Algar.

De acordo com o sindicato das empresas do setor (Sinditelebrasil), serão repassados dados agregados e anonimizados da circulação dos seus clientes. Os dados permitirão visualizar “manchas de calor” da concentração de pessoas em localidades de todo o país, auxiliando o governo a localizar onde estão ocorrendo aglomerações.

Quando uma pessoa liga um celular, o aparelho se conecta a uma antena, chamada no linguajar técnico de Estação Rádio-Base (ERB). Segundo o presidente executivo do Sinditelebrasil, Marcos Ferrari, a informação repassada ao governo será de quando e onde ocorreram essas conexões entre usuário e redes das operadoras.

“O que nós estamos disponibilizando para o governo é este dado estatístico agregado. Não vamos falar em número de linha nem em nome da pessoa. Em tal dia estavam conectadas tantas linhas em tal antena. Isso é um mapa. Olha por cima do país e enxerga como se dá a concentração de pessoas, deslocamento delas por meio deste mecanismo estatístico”, disse Ferrari.

Os dados serão consolidados no fim do dia e repassados a um servidor da empresa estadunidense Microsoft, de onde poderão ser acessados pelo governo. Assim, o “mapa” mostrará a situação sempre do dia anterior. As cinco operadoras possuem uma grande base de dados, somando 214 milhões de chips (embora vários clientes tenham mais de um chip).

“A forma como o governo vai usar esse dado pode ser de diversas maneiras. A gente não vai interferir nisso, pois é uma decisão do governo. Pode ser uma universidade que pode fazer esse uso dos dados, ou empresa terceirizada que lide com inteligência artificial. Para isso governo está botando a governança dele para aplicar de maneira eficiente estes dados”, comenta o executivo do Sinditelebrasil. Ele acrescenta que os princípios de proteção previstos na Lei Geral de Proteção de Dados e do Marco Civil da Internet serão respeitados.

Transparência

Na avaliação do conselheiro do Laboratório de Políticas Públicas e Internet da Universidade de Brasília (Lapin) Thiago Moraes, é importante que o governo se certifique que os dados disponibilizados na “nuvem” da Microsoft não sejam usados para outras finalidades. Mesmo não estando em vigor a Lei Geral de Proteção de Dados, ele defende que seus princípios e diretrizes sejam respeitados.

“O Art. 6º atenta para que o tratamento seja limitado ao mínimo necessário, e se evite o uso excessivo dos dados. Isto significa, entre outras coisas, que uma vez superada a crise, os dados coletados devem ser eliminados. É importante também que tão logo uma política pública seja definida, sua finalidade seja transparecida à população [o princípio da transparência previsto no art. 6º]”, destaca o pesquisador.

A Lei Geral de Proteção de Dados instituiu as normas para coleta e tratamento de dados. Aprovada em 2018, ela entraria em vigor em agosto, mas o Senado adiou o início da vigência para o início do ano que vem. Contudo, o Marco Civil da Internet (Lei 12.965 de 2014) também prevê a garantia da privacidade dos dados dos internautas.

Para a coordenadora do Coletivo Intervozes Marina Pita, a falta de uma legislação cria um vácuo preocupante e seria importante ter mais informações sobre como os dados da grande maioria da população serão tratados.

“Princípios como proporcionalidade, necessidade e finalidade, incluindo o descarte após atingida a finalidade, por exemplo, estão sendo observados? Deveria haver mais detalhes inclusive em relação aos procedimentos de anonimização e agregação utilizados porque há vários exemplos de reidentificação de dados anonimizados. Um sistema como esse não pode perdurar e deveria haver formas de auditar e fiscalizar o seu uso”, defende.

Informações da Agência Brasil.

WhatsApp não baixa áudio e usuários reclamam de instabilidade


O WhatsApp apresenta instabilidade e não baixa áudios nem imagens, nesta quarta-feira (1), de acordo com relatos de usuários do Twitter. O aplicativo de mensagens para Android e iPhone (iOS) apresenta problemas com o download de mídias enviadas tanto pelo app quanto pelo WhatsApp Web, o que gerou um pico de mais de 15 mil reclamações no Downdetector, site que monitora o status de serviços digitais, a partir das 18h (horário de Brasília). O Facebook, dono do WhatsApp, informou ao  site TechTudo que está investigando o problema no aplicativo.

Outros aplicativos da empresa de Mark Zuckerberg, como o Instagram e o próprio Facebook, também enfrentam instabilidade no momento com o carregamento de mídias nas redes sociais. Segundo o mapa de relatos do Downdetector, a falha afeta principalmente o Brasil, Venezuela, Argentina e partes da Europa.

Informações do site TechTudo.

UESC e CEPEDI realizam impressão 3D de protetor facial


protetores faciais (face shield) em 3D que serão distribuídos gratuitamente nos hospitais que vão atender pacientes portadores do Covid-19.

O combate à disseminação do novo coronavírus enfrenta algumas dificuldades e uma delas é a falta de equipamentos de proteção para os profissionais da saúde. Para amenizar o problema, a Universidade Estadual de Santa Cruz e a sociedade civil estão imprimindo protetores faciais (face shield) em 3D que serão distribuídos gratuitamente nos hospitais que vão atender pacientes portadores do Covid-19.

Impressão 3D, de proteções para profissionais da saúde está sendo realizada em parceria com o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico em Informática e Eletroeletrônica de Ilhéus (Cepedi). Ate o momento foram impressos 60 desses equipamentos, em três impressoras, no laboratório do Cepedi, situado à Avenida Professor Milton Santos, no bairro Tapera, em Ilhéus. Segundo o professor Gesil Amarante Segundo, “a principal necessidade é a falta de filamentos (ABS ou PLA), com os quais são processadas as impressões. Os pesquisadores esperam doações destes insumos.

O reitor da UESC, Alessandro Fernandes, agradeceu e parabenizou aos profissionais da saúde que estão empenhados nessa luta e também aos pesquisadores, docentes, técnicos e discentes da Universidade, envolvidos nas ações implementadas no combate ao Covid-19. O reitor destacou o esforço do Governo do Estado nas ações de combate ao coronavírus e também o papel da imprensa, que vem divulgando ações e conscientizando a população em geral sobre a gravidade do momento.

O projeto Face Shield for Life foi lançado por uma rede de makers, profissionais com apoio do Governo do Estado. De acordo com a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia, Adélia Pinheiro “temos um comitê gestor com representantes de instituições parceiras que estão nos ajudando nesta missão de imprimir protetores faciais. Nossos parceiros têm como meta a produção de 10 mil equipamentos em uma semana. A UESC está fazendo a sua parte,” frisou.

A Anvisa publicou um decreto no dia 23de março permitindo, excepcionalmente, a fabricação de equipamentos de proteção sem autorização ou notificação ao órgão, desde que cumpridas as exigências de controle sanitário.

Atualmente um grupo de trabalho montado na UESC, envolvendo todas as áreas de conhecimento e todos os segmentos da comunidade acadêmica, procura ajudar na contenção do vírus.

Anvisa aprova três novos testes de covid-19


Coronavirus

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (23), três novos testes para detectar o c19. Com isso são 11 os testes aprovados pela agência para detectar o novo coronavírus.

Entre os novos produtos aprovados, dois são ensaios moleculares, do tipo PCR, com alto grau de precisão. O terceiro é um novo teste rápido que faz a detecção de anticorpos, utilizando uma pequena amostra de sangue para a detecção.

Dos 11 testes aprovados até o momento no Brasil, nove são do tipo rápido, que obtém resultados em cerca de 15 minutos, e dois são do tipo molecular.

Facebook dobra capacidade de servidores do WhatsApp com crise de coronavírus


Em um conjunto de medidas que adotou nos últimos dias para gerenciar potenciais crises com o avanço do novo coronavírus, o Facebook anunciou na quarta-feira (18) que dobrou a capacidade de servidores do WhatsApp para que o aplicativo continue “funcionando de forma sólida”. O Brasil é um dos principais mercados para o aplicativo de mensagens instantâneas, que tem 2 bilhões de usuários no mundo. O WhatsApp não tem servidor no país.

Em uma teleconferência que durou mais de uma hora com jornalistas de diversos países, Mark Zuckerberg, presidente do Facebook, falou brevemente sobre os planos para o WhatsApp no contexto da pandemia. Para evitar notícias falsas, ele destacou medidas implementadas anteriormente no aplicativo, como a limitação do encaminhamento de mensagens para contatos do WhatsApp. Esse recurso foi adotado para conter fake news em países como Índia e Brasil, após episódios danosos durante as eleições.

O executivo reiterou que há uma série ações preventivas “que não envolvem a quebra da criptografia de ponta a ponta”. Esse recurso de segurança foi objeto de uma queda de braço recente entre a empresa e alguns reguladores, que defendem acesso ao conteúdo privado do WhatsApp em investigações. “Nossos times estão trabalhando para que os servidores sigam operando da mesma forma”, disse, ao citar o aumento do tráfego na comunicação pessoal via aplicativo durante essa crise.

Em locais como a Itália, um dos países mais afetados pelo vírus, as chamadas de vídeo e áudio no WhatsApp e no Messenger mais que dobraram na comparação com a mesma época de 2019. No país europeu, as visualizações de transmissões ao vivo no Facebook e Instagram dobraram na última semana, de acordo com a empresa.

Ainda sobre o WhatsApp, o Facebook disse que doou US$ 1 milhão para a International Fact-Checking Network, uma organização de combate a notícias falsas, “para que expandam a presença de agências de checagem de fatos locais no WhatsApp”.

Zuckerberg também mencionou o trabalho de revisores terceirizados, profissionais responsáveis por moderar, em tempo real, conteúdos que infrinjam políticas de uso Facebook. Esses times analisam as publicações sensíveis (como um potencial suicídio) que os sistemas de inteligência artificial não derrubaram sozinhos da rede social.

As informações sobre o coronavírus, agora, entram no rol de conteúdos a serem analisados com reforço. Assim como o resto dos profissionais que trabalham em casa, os checadores –que dispõem de suporte psicológico nos centros de moderação–, também entraram em regime de home office. “Também estou trabalhando de casa”, disse Zuckerberg.

O Facebook não fala oficialmente sobre o assunto, mas vai dar US$ 1.000 a cada funcionário que colaborar com o esforço de trabalhar remotamente. A empresa emprega cerca de 45.000 pessoas. Convertendo para a moeda local, é como se cada funcionário recebesse R$ 5.210. Em um comunicado nesta quarta, a companhia disse que vai bloquear ou restringir “hashtags usadas para espalhar informações erradas no Instagram” e que realizará “varreduras proativas para encontrar e remover o máximo possível desse tipo de conteúdo”.

Na terça (17), Sharel Sandberg, diretora de operações da companhia, anunciou US$ 100 milhões a 30 mil pequenos negócios em 30 países, num esforço de tentar auxiliar contra baque econômico que está por vir.

Informações da Folha SP.