Secretários de ACM Neto terão metas de desempenho previstas em contrato assinado


Assim como os executivos de grandes empresas, os futuros secretários da prefeitura de Salvador terão de lidar com um vocabulário típico da iniciativa privada: cumprimento de metas e prazos, cobranças de produtividade e avaliação de desempenho.

E, para completar, com todas as obrigações previstas em contrato assinado com o chefe. No caso, o prefeito eleito ACM Neto (DEM), que anunciou a medida, ontem, durante a apresentação da reforma administrativa a ser votada pelos vereadores ainda este ano.

Segundo o democrata, os secretários terão de “assinar contrato com metas e resultados”, que serão cobrados periodicamente, através da Casa Civil, com avaliação anual do que foi cumprido ou não por cada gestor. A medida, em um segundo momento, também será aplicada aos nomeados para órgãos do segundo escalão, como fundações, empresas públicas e autarquias.

“A Casa Civil vai acompanhar a política de resultados do município e cobrar de todas as áreas da prefeitura o contrato que cada gestor vai assinar com o prefeito”, revelou Neto, após entregar ao prefeito João Henrique (PP) a proposta de reforma administrativa que pretende implementar em sua gestão com 12 secretarias, 8 delas novas.

“Será também a Casa Civil que vai monitorar a prestação de contas de cada órgão, para acompanhar aqueles que estão dando resultado, prestigiando, e os que não estão dando, que terão de corrigir rumos”, completou o democrata.

Segundo José Carlos Aleluia, presidente estadual do DEM e um dos cotados para o alto escalão da prefeitura, a política de comprometer os gestores com metas claras previstas em contrato será a tônica da futura administração. “Você trabalha com indicadores de desempenho, é um contrato de gestão, montado para resultados, você sabe onde quer chegar”, explicou.

Ele cita como exemplos de parâmetros de metas, que deverão servir de critérios na hora de cobrar resultados, indicadores como o Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico (Ideb) para a educação, a redução da velocidade média do transporte coletivo, aumento nos níveis de limpeza urbana e os percentuais de atendimento médico.